Com demanda por apartamentos funcionais, zona Sul de Rio Verde volta ao radar do mercado imobiliário
Após dois anos sem novos lançamentos de empreendimentos residenciais com plantas inteligentes, região concentra expectativa do mercado imobiliário e reforça tendência desse perfil de imóvel em áreas valorizadas
| Créditos - Divulgação |
Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio Verde deve ganhar cerca de 25 mil novos moradores até 2031. O crescimento populacional acompanha o fortalecimento econômico do município, que alcançou Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 22,3 bilhões em 2023 e passou a ocupar a segunda posição entre as maiores economias de Goiás, conforme dados do levantamento do PIB dos Municípios divulgados pelo IBGE. Impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela agroindústria e pela cadeia de serviços ligada ao setor, o avanço econômico vem transformando o perfil urbano da cidade e fortalecendo novas dinâmicas do mercado imobiliário local.
A expansão da cidade também aparece na projeção de mais de 16 mil novos domicílios até 2031, segundo dados apresentados. O movimento acompanha mudanças no perfil do consumidor e amplia a procura por empreendimentos localizados em regiões já consolidadas.
Em análise sobre o mercado local, o representante da Brain Inteligência Estratégica na região Centro-Oeste, Anderson Gonçalves, aponta ainda que Rio Verde mantém uma absorção muito positiva de produtos imobiliários, com um estoque que, no patamar em que se encontra atualmente, demonstra um mercado pujante, especialmente diante do crescimento populacional e econômico da cidade. “O estoque atual vem demonstrando a força do mercado imobiliário local, principalmente quando observamos o desempenho da economia e o crescimento populacional de Rio Verde nos últimos anos”, destaca.
Zona Sul no radar imobiliário
Neste cenário, a zona Sul do município passou a concentrar parte importante do movimento de valorização imobiliária de Rio Verde, especialmente no entorno do Parque Espelho D’Água, região que reúne serviços, áreas de convivência, mobilidade, empreendimentos residenciais e novos eixos de desenvolvimento urbano.
Nos últimos anos, a região ampliou sua oferta de escolas, academia, centros comerciais, gastronomia, serviços especializados e espaços voltados ao lazer e à convivência. A proximidade com importantes vias de acesso, como a BR-060 (conferir se é essa mesmo), além da presença de áreas de circulação e permanência urbana, também contribuiu para consolidar o local entre os mais desejados da cidade.
Ao mesmo tempo, o mercado começou a registrar uma mudança no perfil da demanda imobiliária da região. Tradicionalmente marcada por empreendimentos de metragens maiores, a zona Sul passou a atrair consumidores interessados em apartamentos com plantas inteligentes e funcionais, mas inseridos em áreas já estruturadas.
Segundo o diretor financeiro da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) de Rio Verde e CEO do Grupo Rei, Vinícius Kerley, o movimento acompanha uma transformação no comportamento de compra observada em cidades médias com forte crescimento econômico. “O consumidor passou a buscar praticidade, mobilidade e conveniência sem renunciar à localização. Existe hoje uma procura crescente por apartamentos com plantas inteligentes em regiões estabelecidas, próximas de serviços, escolas, comércio e espaços de convivência urbana”, afirma.
De acordo com ele, a ausência de novos lançamentos residenciais em metragens menores na região nos últimos dois anos também ampliou a expectativa do mercado em torno da zona Sul. “É uma área que já reúne infraestrutura urbana estabilizada, serviços e forte potencial de valorização. Além disso, a região vem ampliando sua relevância estratégica com novos investimentos públicos e privados, incluindo a implantação do novo Hospital Municipal Universitário, estrutura que deve fortalecer a oferta regional de saúde e movimentar um grande contingente de profissionais, prestadores de serviço e estudantes na cidade. Ao mesmo tempo, existe uma demanda reprimida de consumidores que desejam morar nessa região, mas procurando produtos mais compatíveis com o momento atual dessas famílias”, pontua.

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